
Em sua mensagem, o líder da Igreja Católica destacou que acompanha atentamente os desdobramentos do cenário no país sul-americano e defendeu caminhos que priorizem a paz e a justiça. Segundo ele, o momento exige responsabilidade das lideranças internacionais para evitar o agravamento da violência e do sofrimento da população civil.
“O futuro da Venezuela precisa ser construído com diálogo, respeito à soberania nacional e compromisso com o bem comum. Nenhuma disputa política pode justificar a dor de um povo inteiro”, afirmou o Papa, em declaração que foi recebida com aplausos pelos fiéis presentes na praça.
Leão XIV ressaltou ainda que situações de conflito devem ser enfrentadas com espírito humanitário, destacando que a reconciliação e a estabilidade só serão possíveis por meio de soluções pacíficas. Embora não tenha citado diretamente governos ou autoridades envolvidas na operação, o tom da fala reforçou a posição histórica do Vaticano contra ações que ampliem tensões internacionais.
Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, o Papa mantém uma relação profunda com a América do Sul. Ele viveu por muitos anos no continente, atuou pastoralmente em países como o Peru — do qual possui cidadania — e já esteve em diversas nações da região. Essa trajetória reforça sua proximidade com a realidade latino-americana e confere maior relevância às suas declarações sobre a Venezuela.
A manifestação do pontífice ocorre em meio à crescente repercussão internacional do episódio e reforça o apelo da Santa Sé por soluções que priorizem a vida, a soberania dos povos e a construção da paz.