A busca por respostas aconteceu em 2019, depois de Isabel enfrentar a perda de duas pessoas importantes: a avó, em 2005, e a mãe, em 2006. Diante dessas experiências, a atriz resolveu realizar um mapeamento genético para compreender se havia algum fator hereditário que pudesse explicar a ocorrência da doença entre seus familiares.
O resultado confirmou uma alteração no gene TP53, associada à síndrome de Li-Fraumeni. A notícia provocou um forte impacto emocional na artista, que resumiu o sentimento ao recordar o momento da descoberta: “Fiquei sem chão”.
O gene TP53 tem uma função essencial na proteção das células, pois participa de mecanismos que impedem o crescimento celular descontrolado. Quando existe uma mutação que compromete esse funcionamento, o organismo pode ficar mais suscetível ao aparecimento de tumores, aumentando a necessidade de acompanhamento médico especializado.
A condição também faz parte da história de saúde da filha de Isabel, que testou positivo para a mesma alteração genética. A informação reforça a característica hereditária da síndrome e a importância de avaliar os riscos para outros integrantes da família quando há confirmação de uma mutação desse tipo.
Apesar da predisposição elevada, ter a síndrome não significa que uma pessoa desenvolverá câncer obrigatoriamente. O risco depende de diferentes fatores, e o acompanhamento médico permite estabelecer medidas de vigilância e cuidados individualizados para identificar eventuais problemas o mais cedo possível.
A experiência vivida pela atriz evidencia como a investigação genética pode ajudar famílias com histórico recorrente de câncer a compreender melhor suas condições de saúde. No caso de Isabel, a decisão de buscar respostas surgiu após perdas pessoais e resultou na identificação de um fator hereditário importante.
Ao dividir o relato, a artista também contribui para dar visibilidade à síndrome de Li-Fraumeni, que ainda é pouco conhecida por parte do público. Sua história chama a atenção para a importância de discutir o histórico familiar com profissionais de saúde e avaliar, quando indicado, a necessidade de aconselhamento e testes genéticos.