Em um vídeo publicado na internet, Porchat ironizou toda a situação e apareceu fingindo chorar enquanto agradecia, em tom sarcástico, aos deputados envolvidos. O apresentador brincou dizendo que nunca imaginou chegar ao ponto de se tornar alvo de parlamentares após tantos anos de carreira.
O comediante também aproveitou para provocar os políticos, afirmando que eles poderiam estar focados em temas mais importantes para a população fluminense, como segurança pública, combate à criminalidade e melhorias na infraestrutura do estado.
Durante o vídeo, o integrante do Porta dos Fundos ainda fez piada sobre a necessidade de conquistar votos suficientes no plenário para que a proposta avance. Segundo ele, receber oficialmente o título seria quase um prêmio em sua trajetória no humor.
O projeto foi apresentado pelo deputado Rodrigo Amorim e teve apoio de parlamentares ligados à base conservadora da Alerj. A justificativa menciona conteúdos humorísticos produzidos por Porchat envolvendo religião e sátiras políticas relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mesmo com a repercussão, o título de “persona non grata” não possui efeito jurídico. Caso seja aprovado em plenário, terá apenas caráter simbólico e não acarretará punições ao humorista.