
Segundo Bruna, a cobrança não veio apenas do público ou da indústria do entretenimento — ela nasceu do próprio ambiente em que cresceu profissionalmente.
“Eu comecei a sentir uma espécie de crise silenciosa lá pelos 28. Era como se houvesse uma expectativa invisível me dizendo que eu precisava ser perfeita, que eu não podia mudar”, relatou.
Ela explicou que o show business cria uma imagem irreal sobre a mulher: uma figura jovem, sem marcas, sem tempo, sem falhas. Esse ideal, segundo a atriz, é opressor.
“A gente é ensinada a se preocupar com o passar dos anos antes mesmo de chegar neles. É muito violento quando percebemos que estamos sendo cobradas por algo natural”, comentou.
Bruna também mencionou que a vontade de ser mãe contribuiu para que esse sentimento se intensificasse. “Sempre tem um profissional pronto para te apressar, para te lembrar que o relógio está correndo. Isso mexe com a gente”, afirmou. Mesmo assim, ela revelou que, ao completar 30 anos, viveu justamente o contrário: “Me senti mais dona de mim do que nunca.”
Heloisa Périssé celebra maturidade e compara atual fase a um recomeço cheio de liberdade
Heloisa Périssé também deu sua contribuição ao debate trazendo uma visão acolhedora e bem-humorada sobre envelhecer. Aos 59 anos, a atriz afirmou que vive seu momento mais completo e descreveu essa fase como uma versão renovada da juventude.
“Eu sou uma mulher 60 menos, e estou no meu auge. É uma adolescência refinada: você sabe quem é, tem estabilidade, tem história e entende que amor não mata ninguém”, brincou.
A comediante ainda refletiu sobre seu processo de cura após enfrentar um câncer de glândula salivar, superado em 2024. Segundo ela, a doença mudou sua percepção sobre o tempo e ampliou sua gratidão pela vida.
“Eu aprendi a caminhar com o tempo e a aceitar a finitude. Isso não é algo sombrio; é libertador. Quando compreendemos que estamos aqui só por um instante, tudo fica mais leve, mais urgente e mais bonito”, concluiu, emocionando a plateia.