
“Todo dia penso nisso. Às vezes acordo querendo postar tudo, e à tarde já quero sumir. A gente vai amadurecendo, mudando o olhar sobre o que realmente importa”, revelou o comediante.
Whindersson contou que, sempre que sente necessidade de se desconectar, tenta se ocupar com novos projetos para não se perder no vazio que o excesso de exposição pode causar. “Quando me afasto, já invento alguma coisa: um show, um álbum, um treino, um projeto novo. O importante é continuar aprendendo e me mantendo em movimento”, explicou.
Durante o bate-papo, ele também comentou sobre o peso dos elogios e das críticas. Segundo Whindersson, foi com o tempo — e muita reflexão — que aprendeu a não se deixar levar pelos extremos. “Eu parei de acreditar quando diziam que eu era o melhor, porque isso me ajudou a lidar melhor com quem dizia que eu não era nada. Hoje, fico no meio do caminho, sem me abalar nem me envaidecer.”
O humorista contou ainda que uma experiência com um grupo indígena foi decisiva para essa mudança de mentalidade. “Um deles me disse: ‘O medroso não faz nada, e o corajoso demais morre cedo. O segredo é o equilíbrio’. Desde então, carrego isso comigo”, disse.
Sobre as críticas virtuais, ele foi direto: “Se você não lê, não te afeta. Às vezes é só desligar o celular e pronto. Se a pessoa quiser conversar de verdade, que venha pessoalmente. Na internet, todo mundo é valente demais.”
Com sua habitual mistura de humor e sensibilidade, Whindersson encerrou a conversa mostrando que, mesmo com o sucesso, segue em busca do essencial: tranquilidade e autenticidade em meio ao barulho das redes.