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José Roberto Marques e os R$ 60 milhões doados: como o acesso à inteligência emocional tem mudado grandes empresas

Cientista e maior mentor do Brasil, Marques cria tendência que treina colaboradores antes de líderes

Redação
Por: Redação
30/03/2026 às 14h51
José Roberto Marques e os R$ 60 milhões doados: como o acesso à inteligência emocional tem mudado grandes empresas

 

Dados da Gallup indicam que apenas cerca de 21% dos profissionais no mundo estão engajados no trabalho, com perdas globais estimadas em US$ 438 bilhões em produtividade. É nesse cenário que ganha força o movimento liderado por José Roberto Marques (@joserobertomarques), que percorreu mais de 40 cidades brasileiras em apenas um ano e formou cerca de 130 mil pessoas, com ingressos doados para 143 eventos em 2025, ampliando o acesso ao desenvolvimento emocional dentro das organizações.

O projeto segue ativo e é fortalecido por ações de marcas como Google, Ambev e Nubank, que vêm ampliando investimentos em inteligência emocional e desenvolvimento comportamental como resposta a esse cenário.

No Brasil, o turnover cresceu de forma significativa nos últimos anos e já figura entre os mais altos do mundo, segundo análises do setor de recursos humanos e dados da InfraFM, pressionando líderes a reverem cultura, gestão e retenção. Esse movimento acompanha uma tendência global de reposicionamento do capital humano como ativo estratégico.

Estudos da Deloitte mostram que mais de 60% dos jovens preferem companhias com propósito, mesmo com menor remuneração, reforçando uma mudança estrutural no comportamento profissional.

Nesse contexto, a iniciativa conduzida por José Roberto Marques (@joserobertomarques) começa a ganhar escala ao atuar diretamente na base das estruturas corporativas. A proposta é ampliar o acesso e criar um ciclo mais consistente de desenvolvimento, impactando não apenas estratégia, mas comportamento cotidiano.

A iniciativa parte de uma visão que questiona o modelo tradicional de treinamento corporativo. Para Marques, inteligência emocional não pode ser tratada como privilégio da liderança. Precisa alcançar toda a estrutura.

“Durante muito tempo, os melhores treinamentos ficaram concentrados nos líderes. Mas não são só eles que tomam decisões todos os dias. Negócios que querem crescer de forma consistente precisam desenvolver emocionalmente todas as pessoas”, afirma o cientista e mentor premiado internacionalmente.

Fundador do Grupo IBC, renomada holding de educação, Marques construiu uma das maiores estruturas de formação comportamental da América Latina, a qual inclui o Instituto Brasileiro de Coaching.

Segundo dados institucionais do IBC, mais de 6 milhões de pessoas já passaram por seus programas. Informações do portal Mais Goiás indicam que o grupo reúne mais de 16 empresas e movimentou mais de R$ 1 bilhão nos últimos anos. Para viabilizar a expansão recente, o investimento em educação corporativa gratuita foi estimado em cerca de R$ 60 milhões.

A metodologia de desenvolvimento empresarial e comportamental se ancora em fundamentos da Psicologia Marquesiana (PSC), que integra o Método PSC (Teoria da Mente Integrada, certificada pela UFRJ) como eixo estruturante da compreensão e transformação do comportamento. 

Essa programação combina neurolinguística e inteligência emocional, com foco em autoconhecimento, reprogramação de crenças e tomada de decisão. O modelo é estruturado para gerar impacto prático em ambientes corporativos, especialmente em comunicação, gestão de pressão e resolução de conflitos, acompanhando uma tendência clara de integração entre performance técnica e preparo emocional.

Além do desenvolvimento em autoconhecimento e inteligência emocional, neste período também foram oferecidas imersões com conteúdo empresarial, ampliando a aplicação prática da metodologia para desafios estratégicos do negócio e fortalecendo a conexão entre comportamento, gestão e resultado. Entre os principais eventos estão Desperte seu Poder, Mindset Milionário, Resgate Familiar e Alto Impacto Empresarial.

“Empresas que treinam apenas líderes melhoram decisões. Empresas que treinam pessoas melhoram cultura. E cultura sustenta crescimento”, afirma Marques.

O conceito de valuation humano

A partir dessa lógica, Marques passou a defender o conceito de valuation humano, que amplia o valor das organizações para além dos indicadores financeiros e inclui maturidade emocional, qualidade das relações internas e capacidade de adaptação.

Esses fatores já impactam diretamente resultados. Equipes com maior engajamento registram até 23% mais produtividade e até 59% menos rotatividade, segundo dados da Gallup. Estudos da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas apontam que ambientes com desenvolvimento contínuo e lideranças emocionalmente preparadas apresentam ganhos consistentes em performance e retenção. Além disso, análises da InfraFM indicam que 42% dos profissionais que pedem demissão afirmam que permaneceriam em seus trabalhos caso houvesse mudanças internas relacionadas à gestão e ao ambiente emocional.

O movimento também dialoga com um comportamento crescente. Dados da Gallup mostram que uma parcela significativa dos profissionais, especialmente os mais jovens, permanece aberta a novas oportunidades mesmo estando empregada. Ao mesmo tempo, cresce a tendência de estruturas mais horizontais, com responsabilidade distribuída e desenvolvimento contínuo como parte da rotina, como apontam estudos da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

Na prática, esse cenário já aponta caminhos que podem ser replicados internamente pelas organizações, mesmo sem grandes investimentos, como a criação de rotinas de escuta ativa, incentivo ao autoconhecimento, desenvolvimento emocional aplicado ao dia a dia das equipes e integração dessas competências às avaliações de desempenho.

Ao levar formação para milhares de pessoas fora dos grandes centros e fora da liderança tradicional, a iniciativa busca atuar na base desse problema. A proposta é que inteligência emocional em escala gere impacto sistêmico nas organizações e na sociedade.

“Uma empresa não quebra apenas por estratégia ruim, mas por decisões emocionais mal feitas todos os dias. Quando você desenvolve as pessoas, você melhora essas decisões”, conclui.

O projeto faz parte de uma agenda mais ampla liderada por Marques, que tem defendido a democratização do desenvolvimento emocional como um dos caminhos para fortalecer ambientes profissionais no país. A expectativa é que novas ações nesse sentido continuem sendo estruturadas, ampliando o acesso e consolidando esse modelo como parte de uma tendência mais ampla de transformação cultural, em que desempenho e inteligência emocional passam a caminhar juntos.

A expansão do acesso, antes vista como custo, passa a ser interpretada como construção de valor. Não apenas financeiro, mas humano.

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