
Em entrevista ao jornalista André Piunti, Maurício descreveu com detalhes a rotina da família antes do acidente. Eles retornavam de Curitiba, onde haviam participado de um evento corporativo durante a madrugada do dia 6. O show começou por volta das 2h e se estendeu até cerca das 4h da manhã.
Após a apresentação, os irmãos seguiram em veículos diferentes. Mauri permaneceu no local para acompanhar o encerramento de outro evento, enquanto Maurício seguiu para o hotel. O reencontro para a viagem de volta foi combinado para a manhã seguinte, por volta das 8h.
Durante o trajeto, Maurício dormia quando foi surpreendido pelo impacto da colisão. O barulho da batida o acordou de forma brusca. Desorientado, ele tentou chamar pelo irmão, mas não obteve resposta.
Ao sair da van, Maurício se deparou com Mauri preso às ferragens. Apesar de não apresentar ferimentos aparentes no rosto ou no tronco, o cantor sofreu uma lesão grave na perna. Segundo o relato, um objeto metálico perfurou uma artéria importante, o que provocou uma hemorragia fatal.
O filho de Mauri, Maurizinho, também estava no veículo e acompanhou os últimos momentos do pai. Em meio ao desespero, ele colocou o telefone próximo ao ouvido de Mauri para que familiares pudessem se despedir. A cena, segundo Maurício, foi uma das mais difíceis de sua vida.
A equipe de resgate confirmou a morte ainda no local do acidente, sem possibilidade de remoção ao hospital. A confirmação veio de forma silenciosa, apenas com um gesto do médico, que marcou definitivamente o momento da perda.
Mesmo semanas após a tragédia, Maurício afirma que a dor permanece intensa. Ele relata que as imagens daquele dia ainda o acompanham e que a ausência do irmão segue sendo difícil de aceitar.
Após o acidente, Maurício entrou em contato com Chitãozinho, que ficou profundamente abalado. A família retornou diretamente para casa, onde encontrou a esposa de Mauri, dando início a um luto que ainda segue presente no cotidiano de todos.
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