
A acusação aponta possível crime contra as relações de consumo. Segundo o Ministério Público, Ray teria comercializado ou mantido em depósito produtos considerados impróprios para uso, o que motivou o oferecimento da denúncia.
A investigação ganhou força após uma fiscalização ocorrida em dezembro, motivada pela denúncia de uma mulher que relatou ter sofrido queimaduras durante um procedimento estético realizado no local. A ação foi divulgada pela Polícia Civil e contou com o apoio do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária.
Durante a operação, fiscais informaram ter encontrado duas câmaras de bronzeamento artificial, equipamentos proibidos no Brasil. O material recolhido passou a integrar o inquérito que resultou na denúncia aceita pela Justiça.
Na época, a defesa de Ray Figliuzzi negou irregularidades e afirmou que o imóvel não funcionava como clínica estética. De acordo com os advogados, o espaço estava fechado havia meses e era utilizado apenas como depósito e showroom da marca de moda praia UZZI, de propriedade da empresária.
A defesa também declarou que os itens apreendidos eram cosméticos, produtos de cuidados pessoais e insumos destinados ao estoque da marca, além de materiais de uso pessoal de Ray, adquiridos legalmente e, em alguns casos, mediante prescrição médica. O processo segue em andamento.
Mín. 22° Máx. 30°