
Segundo Yanna, ela comentou em um post do administrador geral do arquipélago, Virgílio Oliveira, questionando a iniciativa e pedindo que o projeto fosse revisto. Pouco tempo depois, o comentário teria sido apagado. Ao insistir e publicar uma nova mensagem, a atriz afirma que também teve essa manifestação removida e, em seguida, foi bloqueada pelo perfil oficial.
A crítica teve como foco o impacto ambiental da iluminação artificial em uma região de preservação. Em seu comentário, Yanna sugeriu que os recursos envolvidos fossem direcionados a ações comunitárias e demonstrou preocupação com possíveis danos à fauna local, especialmente em um ecossistema sensível como o de ilhas oceânicas.
Em publicações posteriores, a atriz esclareceu que a instalação dos painéis não seria financiada diretamente com dinheiro público, mas viabilizada por meio de uma parceria com uma empresa privada interessada em doar os equipamentos. Apesar disso, manteve sua posição contrária à iniciativa, reforçando que a origem dos recursos não elimina os riscos ambientais.
Yanna também alertou para os efeitos da iluminação artificial sobre o equilíbrio ecológico, citando impactos em aves noturnas, insetos polinizadores, morcegos e pequenos animais, além de alterações nos ciclos naturais da região. Segundo ela, há consenso científico internacional sobre os prejuízos causados por LEDs brancos e piscantes em ambientes insulares.
Fernando de Noronha é reconhecido como patrimônio natural e área de preservação ambiental, o que faz com que propostas de intervenção urbana gerem debate entre moradores, especialistas e autoridades. Procurado para comentar o bloqueio e as críticas levantadas, o administrador citado não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.