A montagem, comandada pela diretora Christiane Jatahy, propõe uma releitura contemporânea do texto do norueguês Henrik Ibsen e aposta em uma encenação provocadora. Em cena, Wagner interpreta Thomas Stockmann, médico que descobre a contaminação das águas termais de sua cidade e decide tornar a denúncia pública. A atitude, no entanto, desperta reações contrárias de políticos e empresários locais, transformando o personagem em alvo de ataques e isolamento social.
Um dos pontos altos do espetáculo é a relação direta com o público. A peça rompe a barreira tradicional entre palco e plateia, além de apresentar finais alternativos, o que reforça o debate moral e político sugerido pela história e contribui para o forte impacto da montagem.
A indicação ao APTR surge em um momento especialmente favorável da carreira de Wagner Moura. Reconhecido também no exterior, o ator vive fase de prestígio internacional, aparece entre os nomes cotados para o Oscar 2026 e soma recentemente um Globo de Ouro de Melhor Ator em Drama ao currículo.
Na disputa pelo prêmio teatral, ele enfrenta concorrentes de peso, como Alan Rocha, Diogo Vilela, Eduardo Moscovis, Gregório Duvivier e João Côrtes, em uma das categorias mais disputadas da edição.
Embora a data e o local da cerimônia ainda não tenham sido anunciados, a divulgação dos indicados já movimenta o meio artístico e evidencia o bom momento do teatro brasileiro.