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Quem é Agostina Páez, influenciadora argentina investigada por injúria racial em bar de Ipanema
A advogada e criadora de conteúdo Agostina Páez, de 29 anos, é a turista argentina investigada por suspeita de injúria racial contra o gerente de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na última quarta-feira (14/1) e está sob apuração da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ).
18/01/2026 16h07
Por: Wilker Manoel

Natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina, Agostina conciliava a atuação na área jurídica com a produção de conteúdo digital. Antes da repercussão do caso, ela somava mais de 80 mil seguidores, principalmente no TikTok. Após o ocorrido, o perfil na plataforma foi desativado e a conta no Instagram permanece suspensa.

Vídeos que circularam nas redes sociais mostram a argentina fazendo gestos considerados ofensivos, enquanto pessoas próximas tentam interromper a atitude. Diante do material reunido, a Justiça determinou medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. Também foi autorizada a apreensão do passaporte, mas a medida não foi cumprida porque a turista entrou no Brasil apenas com documento de identidade.

Agostina é filha de Mariano Páez, empresário do setor de transportes na Argentina. Ele responde a processos por violência de gênero e chegou a ser preso em novembro do ano passado. Em dezembro, obteve liberdade provisória, mediante condições como monitoramento eletrônico e restrição de contato com a vítima. O caso segue em análise pela Justiça argentina.

Ainda segundo a imprensa local, a influenciadora mantém disputas judiciais envolvendo a ex-companheira do pai. Ela teria registrado queixas por suposto assédio, difamação e violência digital.

Entenda o caso

De acordo com a PCERJ, a confusão começou após um desentendimento sobre o pagamento da conta. O gerente pediu que a cliente aguardasse enquanto imagens das câmeras de segurança eram verificadas. Durante a espera, a turista teria feito ofensas de cunho racial, o que levou o funcionário a gravar a situação.

Nas imagens, a mulher aparece apontando o dedo para o gerente e imitando gestos e sons associados a um macaco. O caso foi registrado na 11ª DP (Rocinha), que iniciou diligências para localizar a suspeita e solicitou as medidas cautelares à Justiça.

Na manhã de sábado (17/1), Agostina Páez compareceu à delegacia para prestar depoimento e passou a cumprir as determinações judiciais. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do episódio.