Val contou que, ao descobrir a doença, imaginou que teria pleno respaldo para realizar a cirurgia recomendada com urgência. Em vez disso, recebeu a notícia de que precisaria arcar com quase 80% dos custos do procedimento.
“Eu consegui pagar, mas e quem não tem essa condição?”, questionou, afirmando que a falta de cobertura impacta profundamente “o bolso, o corpo e a alma” do paciente.
Durante a audiência, foram apresentados dados que revelam um cenário contraditório: enquanto cerca de 25% dos brasileiros dependem da saúde suplementar, o setor registrou lucros expressivos no primeiro semestre de 2025 — superiores ao total obtido no ano anterior. No entanto, o número de queixas formais e ações judiciais por falta de cobertura também cresceu de forma significativa.
Especialistas ressaltaram que muitas negativas se baseiam em análises feitas por auditorias terceirizadas, frequentemente sem avaliação médica direta, o que gera atrasos e decisões controversas.
Em seu discurso, Val cobrou medidas mais rígidas contra as operadoras.
“Muitas vidas são interrompidas por atrasos, recusas e uma burocracia que empurra o tratamento para amanhã. E, infelizmente, para muita gente, esse amanhã não existe”, afirmou, emocionada.