A proposta escolhida para a noite apostava em referências ao estilo dominatrix, combinando couro, acessórios marcantes e uma pegada estética que dialoga com temas de liberdade, poder e identidade. Com um body estruturado, máscara, botas altas e luvas longas, Andrea apresentou uma leitura sofisticada de uma figura feminina que se expressa com intensidade e autonomia.
“É um enredo muito forte e eu quis mergulhar de verdade nessa atmosfera. Cada evento que antecede o Carnaval vai ter um conceito diferente, e hoje a ideia foi explorar essa estética mais ousada, que conversa diretamente com a narrativa da escola”, explicou.
O figurino foi desenvolvido pelo estilista Guilherme Alves, que criou uma peça exclusiva para destacar não só a beleza da rainha, mas também a força simbólica do tema. Segundo Andrea, o look representa uma mulher que domina sua própria história e se coloca no centro dela sem receio.
“Quis mostrar uma personagem que não se esconde, que tem consciência da própria liberdade e da forma como se expressa. É um contraste interessante entre sensualidade, autonomia e quebra de padrões”, afirmou.
Andrea também destacou a relevância cultural do enredo da Porto da Pedra. Para ela, trazer essa temática para o Carnaval é uma forma de ampliar conversas que costumam ser ignoradas ou tratadas com preconceito.
“É um assunto que exige sensibilidade, mas também coragem. A escola está dando visibilidade a mulheres que quase sempre foram apagadas da história. Essa abordagem humaniza, provoca reflexão e abre espaço para discussões que vão além do desfile”, completou.
Com presença marcante e um visual que imediatamente virou assunto entre os presentes, Andrea reforça seu protagonismo no aquecimento para o Carnaval 2026 — e promete ainda mais surpresas nos próximos eventos da Porto da Pedra.