
Segundo Manuela, o primeiro encontro entre os dois aconteceu ainda nos corredores da faculdade, e a impressão inicial foi marcante. “Ele chamava atenção sem fazer esforço. Tinha um jeito suave, mas firme, que deixava qualquer pessoa curiosa. Era impossível não notar”, contou.
A autora lembra que, naquela época, Wagner já demonstrava um talento fora do comum. Ver o colega em cena foi decisivo para ela compreender o tamanho do potencial do então estudante: “Quando o assisti atuando pela primeira vez, percebi que estava diante de alguém raro. Ele tinha uma presença que só cresceria com o tempo.”
O romance, embora breve, marcou a juventude dos dois artistas, que seguiram caminhos distintos. Após a formatura, Wagner reencontrou a colega Sandra Delgado, com quem iniciou uma história duradoura. O casal, hoje radicado em Los Angeles, construiu uma família com três filhos — Bem, Salvador e José — e planeja voltar para a Bahia no futuro.
Para Manuela, as lembranças não carregam nostalgia, mas carinho. A fase universitária, segundo ela, foi determinante para o que ambos se tornariam profissionalmente. “A vida nos levou por trajetórias diferentes, mas aquela época moldou quem somos”, resumiu.