
Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Juliana revelou que o Carnaval sempre foi o grande elo entre ela e o pai. Ele acompanhava seus desfiles com orgulho e emoção – e, mesmo após o avanço do Alzheimer, continuava acreditando que ela permanecia à frente da bateria da escola de Niterói. Segundo a atriz, essa convicção inocente, preservada pela doença, acabou se transformando em um incentivo inesperado.
Juliana contou que, depois da partida do pai, ainda em janeiro deste ano, assistiu a um desfile da Viradouro e sentiu uma emoção diferente, quase como um chamado. Pouco tempo depois, veio o convite oficial de Mestre Ciça, reforçando a sensação de que aquele retorno tinha um propósito maior.
“Meu pai só falava de Carnaval. Quando percebi, parecia que eu estava sendo puxada de volta para a avenida por ele”, disse a atriz, visivelmente emocionada.
Apesar da agenda intensa e da preocupação natural com o preparo físico, Juliana aceitou o desafio. Segundo ela, não se trata apenas de voltar a brilhar na Sapucaí, mas de ocupar um lugar que carrega afeto, memórias e um laço eterno com o pai.
O retorno da atriz à escola, após 17 anos, promete ser um dos momentos mais aguardados do Carnaval de 2026 — não apenas pelo espetáculo, mas pela história de amor e saudade que o acompanha.