
Durante entrevista ao Sem Censura, da TV Brasil, Juliana se emocionou ao lembrar que o pai sempre foi apaixonado pela folia. Mesmo já debilitado pelo Alzheimer, ele tinha a convicção de que a filha jamais havia deixado o posto na escola. A doença avançou de forma acelerada, mas o Carnaval continuou sendo uma das lembranças mais vivas em sua mente.
A atriz contou que, na última visita do pai à sua casa, ele voltou a falar sobre desfiles, como se ela ainda estivesse na ativa. Para Juliana, aquele momento foi um sinal marcante — e só ganhou mais força quando, meses depois, ela assistiu a um desfile da Viradouro e teve um pensamento espontâneo: “Meu pai ficaria tão feliz se me visse ali novamente.”
Pouco tempo depois desse sentimento surgir, Juliana foi convidada por Mestre Ciça para retornar como Rainha de Bateria. Mesmo receosa sobre sua energia aos 46 anos, ela aceitou a missão com o coração cheio de propósito. Segundo a atriz, é sua forma de homenagear o pai e manter viva a memória de um dos maiores entusiastas do seu Carnaval.
“Tudo aconteceu de maneira tão simbólica que eu não poderia ignorar”, afirmou Juliana.
Agora, a atriz se prepara para voltar à Sapucaí com a mesma paixão dos anos 2000 — mas levando consigo uma motivação ainda mais profunda: a presença eterna do pai em cada batida da bateria.