Brasília viveu três dias de forte mobilização nacional em torno da inclusão. Entre 4 e 6 de novembro de 2025, o 1º Congresso Brasileiro de Políticas Públicas para o TEA – Cidades Inclusivas, realizado no San Marco Hotel, reuniu autoridades, especialistas e representantes de diversas regiões do país para discutir caminhos concretos para um Brasil mais acessível e humano.
O evento, promovido pela Valeriote Cursos e Consultoria em parceria com o Partido do Autista, contou com a liderança inspiradora de Osmar Bria, presidente nacional do partido. Sua condução firme e sensível consolidou o congresso como um marco histórico no fortalecimento de políticas públicas voltadas à população autista.
Um dos momentos mais aguardados do congresso foi a apresentação oficial do Censo Qualificado do Autista, considerado por especialistas como uma das iniciativas mais completas já desenvolvidas para identificar e compreender a realidade da população autista no Brasil.
Em processo de implementação em câmaras municipais, o projeto fará o diagnóstico preciso de autistas em cada cidade — um passo fundamental para que prefeitos e vereadores possam elaborar ações permanentes, baseadas em dados reais, e não apenas em estimativas.
“O Brasil precisa de políticas públicas eficientes, e eficiência só existe quando conhecemos quem estamos atendendo”, afirmou Osmar Bria durante a apresentação.
Diferente de encontros tradicionais, o congresso deu palco ao protagonismo autista. Palestrantes autistas trouxeram reflexões importantes, apresentando vivências que revelam tanto obstáculos cotidianos quanto soluções práticas para transformar os municípios em ambientes realmente inclusivos.
Com mais de 300 participantes, incluindo 220 vereadores, prefeitos, vice-prefeitos, secretários, lideranças sociais e famílias atípicas, o evento se consolidou como um dos maiores encontros nacionais já realizados sobre políticas públicas para o TEA.
O congresso terminou em clima de comoção. O cantor Ito Melodia emocionou o público ao apresentar o projeto Anjo Azul do Samba e interpretar a música “Sou Artista de um Mundo Solitário”, homenageando autistas e suas famílias.
O momento marcou o encerramento com uma forte mensagem de empatia, reforçando que inclusão também se faz pela cultura e pela sensibilização social.
Os participantes avaliaram o congresso como altamente positivo, destacando o aprofundamento dos debates e a qualidade das propostas apresentadas. Parlamentares ressaltaram a importância de levar as discussões para dentro das câmaras municipais, transformando ideias em ações concretas.
O Partido do Autista reafirmou seu compromisso em implantar o Censo Qualificado do Autista em todos os municípios que aderirem voluntariamente à proposta, fortalecendo a construção de cidades verdadeiramente inclusivas.
O 1º Congresso Nacional de Políticas Públicas para o TEA não apenas reuniu gestores — ele deu início a um movimento de transformação social.
Um movimento que reconhece o autista como sujeito de direitos, capaz de participar, influenciar e decidir os rumos das cidades.
Um movimento que marca o início de uma nova fase da política brasileira, mais humana, mais consciente e, acima de tudo, mais inclusiva.
Porque o futuro do Brasil é inclusivo — e este futuro já começou.