
A estética íntima deixou de ser um assunto restrito a conversas constrangidas para se tornar tema de interesse crescente entre mulheres de todas as idades. No Mulheres Pod, a ginecologista Dra. Anamarya Rocha — uma das principais especialistas em rejuvenescimento íntimo no Brasil — detalhou como a área evoluiu, quais tecnologias revolucionaram os procedimentos e por que a busca por cuidados íntimos vai muito além da estética.
“Durante décadas, a região genital foi tratada como um espaço de silêncio. Hoje, a mulher quer informação, quer conforto e quer liberdade para se sentir bem”, afirmou a médica durante a entrevista.
Quando a falta de informação vira tabu
A especialista lembrou que a educação sexual feminina ainda encontra barreiras culturais. Muitas mulheres não conhecem a própria anatomia e, por isso, carregam inseguranças que poderiam ser facilmente tratadas.
“A parte mais negligenciada do corpo é justamente a que mais influencia a vida sexual e a autoestima”, ressalta.
Segundo ela, é comum receber pacientes que evitam relações com luz acesa, têm vergonha de se olhar ou convivem há anos com desconfortos que nunca foram mencionados a um médico.
Cirurgias íntimas mais seguras e rápidas
O avanço da tecnologia tornou os procedimentos íntimos mais acessíveis e menos invasivos. O laser de CO₂ fracionado, por exemplo, permite que boa parte das cirurgias seja feita no consultório, com anestesia local e retorno imediato às atividades do dia a dia.
“O laser corta, cauteriza e estimula colágeno ao mesmo tempo. Isso reduz o sangramento, melhora a cicatrização e deixa cicatrizes praticamente imperceptíveis”, explica Dra. Anamarya.
O que mais leva mulheres aos consultórios
A procura por tratamentos íntimos não para de crescer, especialmente por parte de mulheres que já tentaram conviver com incômodos e decidiram buscar soluções definitivas. Entre os procedimentos mais realizados estão:
A demanda é tão alta que cerca de 70% das pacientes da médica vêm de outras cidades ou de fora do país.
Clareamento íntimo: expectativas reais
O clareamento é o procedimento mais procurado, mas também o mais cercado de mitos.
“Não existe clareamento total em uma sessão, e quem diz isso está enganando. A pele dessa região escurece por causa de atrito, hormônios e abafamento. É preciso manutenção”, alerta.
Estética com impacto funcional
A ginecologista reforça que a estética íntima não é apenas vaidade. Procedimentos como ninfoplastia e rejuvenescimento vaginal podem melhorar dores, desconfortos durante exercícios, higiene e até prevenir infecções.
“Quando algo limita o conforto da mulher no dia a dia, a solução é médica, não estética”, destaca.
Hábitos que influenciam a saúde íntima
A médica também explicou que práticas como depilação frequente ou uso constante de roupas apertadas favorecem manchas, irritações e foliculite.
“Às vezes, o que a mulher faz sem perceber é justamente o que está causando o problema”, afirma.
Cosméticos íntimos ganham espaço
No episódio, Dra. Anamarya apresentou um sérum íntimo vegano desenvolvido para uniformizar o tom, hidratar, prevenir odores e proteger a pele. Segundo ela, o produto é seguro para qualquer faixa etária, incluindo gestantes e idosas.
Menopausa: dor e ressecamento têm solução
O ressecamento vaginal na menopausa, segundo a especialista, não deve ser naturalizado. Hoje, tratamentos combinados com laser, reposição hormonal (quando indicada), exossomos e DNA de salmão devolvem o conforto e a lubrificação.
“Menopausa não é sentença de dor. A medicina evoluiu para que a mulher viva essa fase com qualidade”, explica.
Exossomos: o futuro da ginecologia regenerativa
Entre as tecnologias mais avançadas citadas pela ginecologista estão os exossomos — partículas que estimulam intensamente a regeneração tecidual. Eles têm mostrado excelentes resultados no tratamento do líquen escleroso e no rejuvenescimento da pele da vulva.
Como escolher um bom especialista
Para quem pensa em realizar algum procedimento, Dra. Anamarya recomenda:
“Não é só ter curso. É preciso ter experiência prática para resolver o que a mulher precisa”, reforça.
Autoestima como consequência natural
Ao encerrar a entrevista no Mulheres Pod, a médica deixa uma mensagem clara: cuidar da região íntima é um ato de amor próprio e saúde.
“Eu não vendo cirurgia, eu vendo autoestima. A mulher tem o direito de se sentir bem com o próprio corpo”, conclui.
Veja a entrevista completa:
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